Geraldo Alckmin vai zerar o imposto de arroz, feijão e óleo. A garantia foi dada em caminhada no centro da capital nesta segunda-feira. Com ele é assim: menos impostos para as pessoas e, desta forma, menores preços nos caixas de supermercados. “Hoje (a alíquota) é 7%. Nossa proposta é reduzir para 0%. Com isso completamos, praticamente, a cesta básica a 0%. Vamos fazer no primeiro ano. Entramos e já vamos procurar reduzir”, afirmou.
Com o Geraldo é assim. Ele já fez quando foi governador de São Paulo. E fará ainda mais a partir de 2011. “Quando governador já reduzi. (Hoje) Temos o menor ICMS no caso do álcool combustível. Temos 12%, enquanto no Brasil é 25%. Reduzi o ICMS para a indústria têxtil, coureiro-calçadista, material de construção civil e produtos de higiene. Reduzi também para alimentos, para 0% trigo, farinha de trigo, pão, macarrão e biscoito. São Paulo hoje tem as menores alíquotas do Brasil”, contou.
A nova leva de redução de impostos será feita pelo Geraldo de duas maneiras: “a primeira para produção, para gerar emprego, desonerando investimentos. Quem comprar máquinas, bens de capital, investimento, terá desonerado seu imposto. A outra é para o consumo. Um exemplo prático é o arroz, feijão e óleo”, relatou o candidato.
“De um lado reduzir para o consumidor, para reduzir preço dos produtos. Do outro lado, reduzir para investimento, para gerar emprego para a população”, completou.
Impostômetro
Geraldo esteve no centro da capital para acompanhar a virada do Impostômetro, “máquina” da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) que marca quanto de imposto a população brasileira paga durante o ano. Hoje foram superados os R$ 800 bilhões, 39 dias antes do que em 2009.
“A carga tributária no Brasil vem crescendo sempre acima da inflação, todo ano, inclusive este ano. Acima da renda da população e do crescimento da economia. O que significa um aumento real da carga tributária. Vamos reduzir os impostos aqui em São Paulo”, ressaltou Alckmin.
“Deveremos ter R$1,25 trilhão de arrecadação e 60% disso na mão do governo federal. Além da carga tributária (brasileira) ser a mais alta dos países emergentes, vem crescendo sempre acima da inflação. A alíquota cada vez mais alta estimula a sonegação. Além disso, a idéia é não ter tributos em gêneros alimentícios. Se tiver mais eficiência na arrecadação, combatendo a sonegação, você pode ter menores alíquotas e não perder receita. E eficiência no gasto público, gastar com mais qualidade”, concluiu.